quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bullying

Bullying é o termo que designa todo o tipo de maus-tratos psíquicos a que o jovem está sujeito durante o seu percurso escolar.
Pode perpetuar-se através de ridicularizações, de algumas depreciativas, pressão social, sob a forma de obrigações constantes e contra a vontade das vítimas, impostas por um silêncio que atua como forma de evitar retaliações.

Normalmente são crianças sós, isoladas, caladas, que passam despercebidas ao olhar da comunidade educativa (professores, auxiliares…), por não causarem distúrbios, nem afetarem o funcionamento da aula e da própria escola. São alunos medianos, tendencialmente a fracos quando a situação se agrava, mas sem grande impacto no funcionamento escolar, ao contrário dos que são vítimas de violência física, que devido à sua expressividade corporal, mobilizam os agentes educativos na procura de soluções. Aqui, como a violência opera de forma mais dissimulada, sem mostras evidentes de maus-tratos físicos, torna-se mais difícil para as entidades educativas detectarem o flagelo que é o Bullying.
Esta é uma realidade assustadora, mas pouco divulgada desconhecendo a população em geral, os malefícios produzidos no psiquismo humano.
Se o seu aluno é alvo de insultos freqüentes, ridicularizado pelos colegas e excluído dos grupos está provavelmente a ser vítima de Bullying.

Previna os danos psicológicos que o Bullying inflige.
As crianças e adolescentes vítimas de Bullying tendem a apresentar dificuldades psíquicas geradas pela sujeição prolongada à violência psíquica, nomeadamente baixa auto-estima, insegurança, timidez, ansiedade e depressão.
É importante trabalhar no sentido de melhorar os danos psíquicos destes jovens e impedir que apenas se dê importância ao sucedido quando a sua estrutura de personalidade já sofreu danos gravíssimos.
Se teve conhecimento de que o seu aluno foi vítima de Bullying, ou de que no seu estabelecimento de ensino existem casos de Bulliyng solicite que estes casos sejam encaminhados a uma consulta para avaliar os danos causados. Caso sejam identificadas seqüelas psíquicas, o Psicólogo dispõe de grupos psicoterapêuticos para jovens vítimas de Bullying permitindo trabalhar na reconstrução e reestruturação das suas vivências, num grupo que é, todo ele, vítima de discriminação social dissimulada. Este grupo permitir-lhe-á lidar com as dificuldades emocionais e sociais que o tornam mais infeliz.
É importante trabalhar no sentido de minorar os danos psíquicos causados pelos traumas constantes a que estes alunos foram ou têm sido alvo.
Um psicólogo pode obter de um serviço de detecção e sinalização precoce de eventuais situações de Bullying, que funciona como grupo de trabalho com professores (dentro do espaço escolar) na tentativa de permitir uma maior atenção aos pequenos sinais que estes jovens vão emitindo, permitindo-se atuar em termos preventivos e não curativos.


Psicoterapia de Grupo para Adolescentes vítimas de Bullying
Valor por sessão: R$ 75,00
Número de participantes: 4 a 10


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Relatividade da mente

O espaço e o tempo na mente humana têm por si um fenômeno único e individual, mas, observando segundo os estudos e experiências, muitos fenômenos mentais, podem parecer semelhantes ao outro ser da mesma espécie.
A mente tem uma fração de cinco segundos para desfazer de uma ação desagradável, porém, poucos conhecem este tempo limite da mente, assim, os que têm por entendimento deste tempo, não o utilizam para desfazer de tais ações. Causando assim uma abrangência de fatores indesejáveis na cordial morada mental.
A mente deve ser preservada, cuidada, vigiada e fazer o seguro de si mesma, a mente é um universo inexplorável, nunca antes habitado nela algo que a pudesse invadir e navegar em suas entranhas da privacidade, nada dominou este território das emoções, ninguém nunca fala deste universo com quem já o estivesse lá. Assim ficamos a mercê de um universo desconhecido que ao mesmo tempo é conhecido parcialmente.
A relatividade do cérebro e mente esta na ação que produzimos ao irmos ao encontro de tais fenômenos inexploráveis, a grandeza de poder conhecer a fundo o próprio recinto de emoções, ações, sentimentos, raiva, temor, angustia e depressão, entre tantos outros fenômenos produzidos por este universo.
Em nosso mundo real, produzimos uma serie de problemas com causas e fenômenos naturais, isso tem por conseqüência a atitudes humanas, os seres humanos produzem inúmeros lixos atômicos, gases poluentes, desmatando a natureza, explorando o solo de maneira inadequada, entre tantas outras ações. Pois bem! Tudo isso tem por conseqüência as catástrofes que temos presenciado e presenciamos constantemente, isso é causa de uma falta de atenção, desde sempre o ser humano já sabia por natureza que tudo o que se faz de errado sem uma correção imediata, há uma cobrança radical e severa, hoje vivemos em um planeta que está quase por completo destruído, os homos “sapiens”, que eu prefiro chamar de Homens “demêncios”, nunca analisaram a hipótese de que isso haveria um retorno gigantesco causando fenômenos desconhecidos e avassaladores na destruição, o ser que abita este planeta, nunca se quer, fez algo para melhorar seu recinto citadino espaço de morada, nunca se preocupou com o que fariam com as impurezas deste mundo e, nem para onde iriam as mesmas. Por causa disso o tempo se estendeu, passando décadas até causar estragos em sua própria morada de convivência e ações sociais e pessoais no habitar natural humano.
Caminhar é o destino que já lhe anunciava seu nascimento porque foi encontrado, na intempérie da natureza, abandonado, exposto; como um símbolo do desamparo radical – terrível e grandioso – da condição humana, obrigada a forjar-se a si mesma. E cumpre seu destino pateticamente, marchando com perseverança sobre os pés disformes que lhe deram nome; cambaleando ao andar, mas sem perder a decisão, guiado pela vontade resoluta de encontrar a si mesmo, de iluminar o mistério de suas origens.
O que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer que, o ser humano sempre será escravo de si mesmo, enquanto não se libertar de suas próprias cadeias internas que causam reações irreversíveis para si mesmo, não vivera totalmente livre, o ser humano é livre, nem a psicologia e nem a psiquiatria poderá nos prender de algo, e nem poderá nos impor regras que seja aprisionáveis a um cárcere emocional, por tanto somos literalmente livre, mas não sabemos voar, não pode e de certa forma não sabe sequer usar sua liberdade. Mas prefere viver sobre as ruínas amuralhadas a retirar os cascalhos que lhe atrapalha viver.
Tornando assim com o tempo de vida, fonte de armazenamento de informações indesejáveis, guardadas na memória por longo tempo, fagulhas que começam na infância, se estende por toda vida, iniciando um processo de formação rígida e transfigurante na mente, assim sem perceber ao longo do tempo se forma um banco de dados de informações que somadas a um campo negativo de emoções, mais um campo de emoções não resolvidas, corresponde a uma reação de desequilíbrio emocional e até problemas psíquicos e psicológicos, dando-se por vez uma serie de fatores e reações imprevisíveis.
OBS: Agaurdem a conclusão deste artigo

PSICOTERAPIA ANALÍTICA DE ADULTOS

A psicoterapia analítica assenta-se nos fundamentos que constituem o corpo teórico da psicologia analítica, criada por Carl Gustav Jung e pode ser entendida como um processo que facilita o indivíduo retomar o caminho da individuação, interrompido por causa de algum obstáculo que esteja impedindo o livre fluxo da energia psíquica.

Para Jung, esse bloqueio pode ser "uma fraqueza ou defeito constitucional, uma educação errada, uma experiência fracassada, uma atitude inconveniente". Essa interrupção do fluxo energético leva a pessoa a recuar face às dificuldades e problemas propostos pela vida, regredindo ao mundo da infância, regressão essa que mobiliza conteúdos inconscientes como uma forma de compensação pela unilateralidade da consciência.

Na realidade, não há parada mas desvio regressivo da energia. A dinâmica presente tem origem no conflito entre atitudes da consciência e a tendência do inconsciente. A incompatibilidade entre essas instâncias psíquicas e o fracasso temporário da psique na capacidade de promover a sua auto-regulação provocam uma dissociação moderada da personalidade que caracteriza a neurose.

Para Jung, a neurose é um movimento da alma na busca de sua cura. Trabalhando os sintomas que expressam o seu mal-estar psíquico:ansiedade, medo, depressão, culpa e conflito, o indivíduo torna-se consciente do que realmente é em contraposição ao que julgava ser, descobrindo a sua força, as suas potencialidades e os seus limites. Por isso, é válido dizer-se que a psicoterapia analítica tem por objetivo facilitar o indivíduo trazer para a luz de sua consciência os conteúdos inconscientes, que lhe causam desconforto psíquico, geralmente ativados pelo conflito intra-psíquico presente na neurose. Em outras palavras, a lidar criativamente com o seu próprio ser, mediante o despertar dos seus poderes criativos e curativos latentes.

A conscientização de elementos inconscientes é o início da retomada do processo de individuação, por meio do qual o indivíduo torna-se, dia após dia, o que ele já é.
Renato Welbert